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Beach House em Portugal


16 e 17 de Março de 2013, Lisboa e Porto, respectivamente, são as datas anunciadas para a vinda dos Beach House a Portugal.  Gabi Ruiz, da organização do Primavera Sounds, fez o anúncio via twitter.
O duo de de Baltimore, formado em 2004, vem a Portugal apresentar o mais recente álbum Bloom.

Actualização: Salas de espectáculo
Lisboa, 16 de Março - TMN ao Vivo
Porto, 17 de Março - Hard Club
Os bilhetes serão postos à venda quarta-feira e custam 27€.

Fique com «Myth», o single de estreia do álbum.

Capicua - Uma Maria bastante Capaz






Capicua - Capicua

Optimus Discos, 2012

Nota- 7,5/10








Já anda pelo Porto a fazer beats e rimas desde a década de 90, já colaborou com alguns dos DJs e produtores mais conceituados que Portugal tem para oferecer; este seu álbum contêm beats de Sam the Kid e Nelassassin, um poema de Almada Negreiros, e muitas referências de grandeza. Contudo, e apesar da sua experiência e das contribuições alheias a este álbum, Capicua soa a fresco. Tem qualquer coisa de novo.

Talvez isto se deva ao facto de ter uma vida diferente do que já esperamos de um MC - uma infância dificil, problemas com a família. Ana não provêm de uma casa assim. Talvez esta sua sonoridade seja o resultado do seu estudo académico; não é um zé-ninguém que consegue queixar-se do estado do seu país ao descrevê-lo como um masoquista que, de acordo com <<Terapia de Grupo>>, não se flagela há dois dias. Estudos estes que também se revelam no próprio nome que escolheu para se representar no mundo do Hip-Hop, com conotações bíblicas. Talvez esta frescura se deva até a ser uma MC mulher, facto que glorifica no single <<Maria Capaz>>, apesar de ser algo triste ainda ser legítimo ter de glorificar o simples facto de se pertencer ao sexo feminino, isto dois séculos após os primeiros passos do movimento femininista.


Ao ouvir este álbum, o que é certo é que a sua identidade fica marcada como única. Em <<Domingo>> revela "os porquês" de não gostar deste dia da semana, enquanto que em <<Hérois>> nos descreve uma situação conhecida demasiado bem por demasiados portugueses. Criou <<Medo do Medo>>, em que a sua maneira agressiva de rimar, aliada à sua poesia, chega a assustar um pouco, mas enfrenta com bom-humor o <<1º Dia>>. O seu amor pelas rimas é transparente em todo o álbum, dando-lhe um certo intimismo, já que com cada música ficamos a conhecer melhor a mulher por detrás do projecto.

Tal como ela própria afirma, não é uma mulher fácil, e o seu álbum também não. Aqui não se vai encontrar superficialidade, letras que soam bem sem terem sentido, ou algo sobre como sair à noite com os amigos é bom. Este álbum é mais do que isso, e apela apenas aos que sabem apreciar bons beats aliados a uma poesia deliciosa de se ouvir, sobre temas menos optimistas. Um grande álbum de apresentação.


Download gratuito deste álbum - aqui

Muse no Estádio do Dragão a 10 de Junho

Já tínhamos dado a notícia de que os Muse têm um concerto agendado para o Estádio do Dragão no Porto. Agora chega a informação relativa à data e ao preço dos bilhetes.

Os Muse vão tocar na Invicta no dia 10 de Junho de 2013. O trio britânico vem apresentar o álbum 2nd law, lançado este ano e sobe ao palco do Dragão, como fizeram os Coldplay este ano, em Maio. Matt Bellamy, Chris Wolstenholme e Dominic Howard já tocaram em várias salas e espaços do país como o Parque da Bela Vista e o Pavilhão Atlântico. Para 2013 planearam uma digressão de Verão por vários estádios europeus, com início a 4 de Junho, na Amsterdam Arena.

Os bilhetes serão postos à venda no próximo sábado, dia 24 de Novembro.

Consulte os preços abaixo:

Relvado e Topo Norte - 56,00 Euros
Bancada Inferior Poente - 80,00 Euros
Bancada Inferior Nascente - 80,00 Euros
Bancada Superior Poente - 69,00 Euros
Bancada Superior Nascente - 69,00 Euros
Tribuna Nascente - 90,00 Euros
Tribuna Poente - 90,00 Euros
Zona Mobilidade Condicionada - 56,00 Euros

Veja abaixo o vídeo do terceiro single de 2nd law «Follow Me»:


Critica: Capicua | Capicua (álbum de estreia)



Capicua
CAPICUA

Optimus Discos 2012
Nota: 7.5 / 10








Este é um daqueles exemplos que pode muito bem mudar a forma como se vê e se ouve o Hip Hop em Portugal. Capicua é uma rapper digna do nome mas surge de um mundo muito diferente daquele que nos habituámos a ver. As letras demonstram o passado sorridente da artista, que teve uma vida muito mais fácil do que a de muitos outros músicos da sua “praia”. O passado, aqui descrito, é constantemente aliado à intenção, muito vincada, em demonstrar o que o seu som pode trazer à cena Hip Hop portuguesa. Esta «Maria Capaz» retrata ao mesmo tempo uma “maria rapaz”, que certamente, há 20 anos atrás, fora nas ruas do Porto. A exaltação do seu bom trabalho e o desafio que lança a outros MC’s é outra marca fundamental do single deste álbum-estreia.

De facto este é um disco que apresenta muito bem a vida numa cidade. A mesma “estória” em qualquer semana do mês, tão rotineira e cíclica como uma “Capicua”, que pode ser lida em várias direcções, mas sempre da mesma forma como no «1º dia». Para confirmar a tendência, os temas: «Hora Certa», onde o arranjo com trompetes “aquece” um cenário sentimental, num fim de tarde; o sonho de uma «Casa do Campo», como a de Elis Regina, com o perfume a “Pão quente, terra molhada e manjerico”; e «Domingo», um dia que parece não servir de muito e que surge em forma de um tema com que muitos se vão identificar.

Em defesa do Hip Hop e do seu trabalho surge «A última», onde a rapper aponta que «já devia haver um sindicato para MC» e que basta de preconceito sexual na área. «Chamem rap ao rap de raparigas». Exalta Ana, naquele que é o último tema do álbum. Mas deixo outras ressalvas que justificam a nota artística deste álbum, entre elas, «Sagitário» e «Judas e Dalilas» onde Ana demonstra muito bem a sua veia poética mais surrealista, aliando aspectos muito atuais com temáticas mitológicas e bíblicas, talvez apoiada nos estudos académicos, que ostenta, aliados às vivências urbanas que o álbum apresenta.

Relevante ainda a consciência política das faixas «Os Heróis», que acalenta esperança para todos os jovens e licenciados em geral que vivem o flagelo do desemprego; e «Terapia de Grupo», onde Portugal surge como um “masoquista anónimo” pronto para uma reabilitação que parece nunca mais chegar.

Crítico, moderno, mas muito inspirado em sonoridades dos anos 90 que me fizeram recordar, entre outros, os seus conterrâneos «Mind Da Gap». Notam-se ainda toques de Funk e World Music, muito swing, groove nas guitarras-baixo, sopros, e apontamentos muito interessantes de percussão. Uma receita que acrescentou ao álbum variações algo incomuns no Hip Hop, associadas ao trabalho da rapper portuense com Sam The Kid,  Darksunn, Nelassassin e D-one “fabricantes” de Beats bem estruturados e com “corpo”, posteriormente bem misturados por Ghuna X.



Dead Can Dance em Lisboa


Depois da passagem pela Casa da Música, no Porto, no passado dia 24 de Outubro, os Australianos Dead Can Dance regressam a Portugal, para um concerto no Coliseu dos Recreios no dia 28 de Maio de 2013. A informação foi revelada no facebook da banda. Os preços podem variar consoante a localização:

Cadeiras de Orquestra - €55  
1ª Plateia - €50  
2ª Plateia - €40 
Balcão Central - €40 
Balcão Lateral - €35  
Camarote 1ª (frente) - €40  
Camarote 1ª (lado) - €35  
Camarote 2ª (frente) - €40  
Camarote 2ª (lado) - €35  
Galeria em Pé - €35 



Os Dead Can Dance, que contam já com dez álbuns de estúdio editados, encontram-se numa digressão europeia de promoção do mais recente trabalho Anastasis, lançado a 13 de Agosto deste ano. Este é o primeiro álbum do duo, constituído por Lisa Gerrard e Brendan Perry, a ser lançado depois do hiato iniciado em 1998, dois anos depois do lançamento do álbum Spiritchaser. Desde então, os Dead Can Dance só se voltaram a reunir em 2005, para uma digressão pela Europa e pela America do Norte como forma de tributo aos fãs.