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Crítica a disco

ZZ Top
La Futura(2012)
American Recordings/Universal Republic

Quando se fala em blues rock é importante referir os ZZ Top, banda que já figura no Rock and Roll Hall of Fame e que justifica esse estatuto com o novo La Futura.
Solos e guitarradas fazem abanar o "capacete" dos mortais, afirmando-se este álbum como um exercício dançável e apetecível de cantar. O estado mais puro do rock da "velha escola" continua a cativar os novos, os velhos ou até os que acompanham o blues rock desde 69, quando a banda se estreou. É de louvar que continuem juntos, são verdadeiros "sobreviventes". James Harman é um dos convidados, toca harmónica e, claro, dá um ar mais bluesy, mais southern ao disco. Grande forma de acabar o ano de 2012, este novo trabalho dos ZZ Top.


Crítica Disco ZZ Top: La Futura

ZZ Top
La Futura
American
3/5
 
Após uma longa pausa, ZZ Top voltam com garra e determinação, para demonstrar que nunca serão considerados uma banda mediocre. Uma voz que lembra a rouquidão de Lemmy e umas guitarras e solos brilhantes que remetem para tantos dos momentos que faziam a glória do mítico 2001. É de fazer inveja a muitas bandas que, por mais que tentem, nunca chegam a alcançar este patamar. Faixa após faixa, reforça-se a sensação de que nos está a ser dada uma aula, dos acordes mais subtis aos riffs mais elaborados. Em “Flyin’ High” a voz rouca de Gibbons some-se e dá lugar a uma voz profunda e solta. Mas nada como voltar à original “rouquidão” em “It’s Too Easy Mañana”. Noto particularmente neste tema uma “pitada” de semelhanças com a versão dos Metallica para o original de Bob Seger “Turn the Page”.

Crítica de Disco: La Fortuna dos ZZ Top


ZZ Top
La Futura
American Recordings
4/5

As barbas voltaram, maiores do que nunca.

Este álbum é o passado autêntico dos ZZ Top, sem esquecer a tecnologia de que agora dispõem. Não são audíveis grandes diferenças comparativamente com os seus outros projectos, mas isso não é necessariamente uma coisa má. As guitarradas de Billy Gibbons, em conjunto com a sua voz algo monótona, a bateria persistente de Frank  Beard (que, ironicamente, é o único que se apresenta sem barba) e o baixo de Dusty Hill casam-se perfeitamente neste álbum. 

Apesar dos "desvios" dos anos 80, ninguém espera deles algo puramente eletrónico - apesar "Gotsta Get Paid" ser uma versão de um tema de DJ DMD - ou intrinsecamente soul. Encontraram o seu caminho há muito e, se há algo que este álbum revela, é que têm de facto muita alma - só que virada para um rock que há 9 anos não se fazia ouvir.  Os ZZ Top merecem, de facto, "get paid".