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Época da "caça" aos festivais

Clima quente ajuda ao negócio…das cervejas!

No ano em que o festival Rock In Rio não se realiza em Portugal existem outras opções para os amantes da música ao vivo. Começa já este mês de Maio no dia 30. O Primavera Sound arranca neste penúltimo dia de Maio no Porto com nomes como Nick Cave & The Bad Seeds, James Blake ou  Dead Can Dance. No dia 31 será a vez dos regressados Blur, Grizzly Bear, Rodriguez, Metz entre outros. Os cabeças de cartaz que encerram o festival são os My Bloody Valentine e Dinosaur Jr.

Antes que o mês de Junho acabe e comecem a chegar as "grandes bandas" ainda há tempo para um pouco de reggae. Summol Summer Fest, na Ericeira, decorre nos dias 27 a 29 de Junho. Netsky,Morgan Heritage, Tarus Riley, Delta Heavy, Dub Inc e o conhecidíssimo Alborosie são os principais cabeças de cartaz.

Viajamos agora para Oeiras para o Jardim do Marquês de Pombal. O EDP Cool Jazz Fest tem agendados os concertos imperdíveis : Ana Moura e Luisa Sobral (4 de Junho), Djavan e Maria Gadú (dia 5 de Julho), Lee Fields (dia 21), Diana Krall (dia 24), Rufus Wainwright (dia 25) e os tão aguardados Jamie Cullum e John Legend (dia 26 e 27 respectivamente).

O Alive! este ano apresenta um cartaz mais jovem musicalmente . Decorre entre os dias 12 de Julho a 14 de Julho. Os nomes mais fortes são: Green Day, Steve Aoki, Depeche Mode, Jamie Lidell, Kings Of Leon, Tame Impala, Alt-J, e Django Django. Festival Alive que cada vez mais diminui a sua carga de bandas rock e aposta nas "novas bandas fenómeno". Lembro a edição do Optimus Alive do ano 2009 onde juntaram Metallica, Slipknot, Machine Head e Mastodon no mesmo palco. Steve Aoki regressa depois de ter actuado no Alive no ano de 2011e a presença de bandas portuguesas diminuiu também relativamente.

Ao mesmo tempo que em Sesimbra acontece o festival da cerveja(Super Bock Super Rock) decorre também o Festival Marés vivas em Gaia. Dias 18, 19 e 20 as pessoas terão que escolher qual o cartaz que mais apela ao ouvido e à carteira. Dia 18 no Super Rock vão actuar os já conhecidos Artic Monkeys,  em estreia Johnny Marr e Efterklang entre outros. The Killers, Kaiser Chiefs, Miguel e Black Motorcycle Club ocupam o estatuto de "mais conhecidas". No último dia de festival que era na praia e agora já não é os Queen Of The Stones Age são a grande atracção para um festival desta vez sem pó.

O Marés Vivas aposta em David Getta, nos 30 Seconds To Mars ou nos Smashing Pumpkins para fazer deste pequeno festival um grande investimento na medida em que é realizado no Porto e muitas pessoas de outras partes do país não vão porque: "Não tem grandes bandas fixes que valham andar tantos quilómetros".

Chegamos ao festival que,como os outros, tem sofrido alterações e veste "roupas" diferentes ao longo das edições. Nesta edição do Sudoeste a tendência vai ser para bandas do tipo Mega Hits ou seja música da moda e vão apostar num falso rastafari Snoop Dogg. É de salientar uma banda portuguesa, os Orelha Negra que chegaram finalmente ao palco principal do Sudoeste. Uma dúvida : será que o Pitbull, também confirmado, irá cantar ou irá fazer que canta? O Festival Sudoeste terá acampamento como sempre e realizar-se-à nos dias 8,9 e 10 de Agosto.

Com o verão a acabar o Paredes de Coura apresenta uma das "bandas fenómeno": The Knife, que ficaram 7 anos sem lançar um disco, deixam-nos com o seu segundo álbum «Shaking The Habitual». Pensar que Paredes de Coura já teve Kings Of Convenience ou Kurt Vile…

Quero relembrar que o festival Portugal ao Vivo voltou para uma edição de dois dias (21 de Junho e 22) com The Gift, Pedro Abrunhosa, Miguel Araújo, Deolinda e Wraygunn e Xutos e Pontapés, Resistencia, Sétima Legião,GNR e Madredeus, respectivamente. Madredeus versão sem a Teresa Salgueiro é de salientar.

É no clima quente que se vê as pessoas a desfrutarem destas feiras de música, onde se quer ver tanta coisa que nem se vê nada. É o sítio indicado para ir andar numas diversões, procurar brindes, beber umas cervejas e se ainda houver tempo sentarmo-nos para ouvir o que as bandas têm para nos oferecer e veremos... um mar de pernas apenas. É a única coisa que veremos.


por Tiago Amaral 

 

Roteiro Musical do Verão 2013

Estamos de volta a uma grande altura do ano - o verão. Como já é costume, a este caloroso trimestre estão associados as férias (para alguns poucas, mas bem merecidas), os dias na praia e a música. Muuuuita música. Tanta, que poderá ser difícil escolher o que ouvir. Este roteiro foi então composto com o intuito de expor apenas alguns dos maiores ( e melhores) artistas que poderá ver ao vivo este verão:

Primavera Sound
(30 de Maio a 2 de Junho) - entre 45 e 125€

No Porto, temos a destacar Dead Can Dance, Rodriguez, Blur e Nick Cave and The Bad Seeds.

Portugal Ao Vivo
(21 e 22 de Junho) - 1 dia = 30€ / 2 dias = 45€

Se procura um festival plenamente português, aconselhamos que se dirija ao estádio do Restelo, onde poderá ouvir Deolinda, The Gift e Xutos e Pontapés, entre muitos outros nomes "tugas".


Meo Sudoeste
(7 a 11 de Julho) - entre 48 e 95€

Na Zambujeira do Mar, o ambiente será bastante relaxado, e terá a oportunidade de descontrair ao som de S.O.J.A, Fatboy Slim, Calvin Harris e Cee Lo Green.

Optimus Alive
(12 a 14 de Julho) - entre 53 e 105€

O Passeio Marítimo de Algés vai receber nestes três dias muito rock, contando com Depeche Mode, Green Day, Alt-J e Japandroids, entre outros.

Marés Vivas e SuperBock Super Rock
(18 a 20 de Julho) - MV: entre 30 e 60€/ SBSR: entre 48 a 90€

Para os aventureiros de carteira cheia que tentam ir a maioria dos festivais, escolher entre um destes não será fácil. Enquanto que o SBSR tem confirmado nomes como Queens of The Stone Age, Anarchicks, Chk Chk Chk ou Kaiser Chiefs no Meco, no Marés Vivas pode ir até Vila Nova de Gaia para assistir a Smashing Pumpkins, David Guetta, 30 Seconds To Mars e James Morrison. Ambos têm um grande cartaz, e nenhum dos dois tem espaço para campismo. A grande diferença aparenta ser somente o preço, o que, para alguns, pode ser o necessário para uma escolha fácil.

Queens...
ou Smashing Pumpkins??

Mêda+
(25 a 27 de Julho) - grátis

Para aqueles que querem boa música, mas não querem (ou simplesmente não podem) gastar dinheiro, propomos uma ida à Guarda, com direito a trilha sonora dos Supernada, Fonzie e Wraygunn.

CoolJazz Fest e Madeira Island Summer Opening
(26 a 27 de Julho) - CJF: entre 20 e 60€/ MISO: entre 15 a 20€

No final de Julho apresentam-se mais dois festivais cujas datas, infelizmente, colidem, tendo de se proceder à dificil escolha de não ir a Oeiras ouvir Jamie Cullum e John Legend, ou perder a actuação ao vivo de Blasted Mechanism, David Fonseca e Richie Campbell no Funchal.

Norfest
(1 a 3 de Agosto) - entre 40 a 90€

Quase no final do verão, existe outra oportunidade de ver apenas artistas portugueses, desta vez em Mondim de Basto. Lá estarão Arya, Buraka Som Sistema, Moonspell e Tara Perdida à sua espera.

Paredes de Coura
(13 a 17 de Agosto) - 70€

Acabando o roteiro em beleza, só falta sugerir um pulo a Paredes de Coura, onde poderá apreciar The Kills, The Vaccines, DJ Set de Justice e TOY.

Buraka Som Sistema
E assim se irá passar mais um verão por Portugal. Quer tenha possibilidade de assistir a um, ou a todos estes festivais, não se esqueça de fazer uns intervalos para uns mergulhos e gelados. Ambos refrescam e já faziam falta!
 

The Strokes com novo álbum em março

A banda The Strokes anunciou que o seu próximo álbum será lançado a 25 de março.  


Comeback Machine será o quinto disco de estúdio dos nova-iorquinos, após Angles, produzido em 2011. A banda de Julian Casablancas está presente na cena musical desde 2001, quando lançaram o EP The Modern Age que continha músicas como «Last Nite», «Someday» e «Barely Legal», as predilectas dos fãs. 

Recorde como foi ver The Strokes no Super Bock Super Rock há dois anos: 


Designer Precisa-se! #8

Demasiado "XXX"

Numa semana em que a agenda dos festivais de verão aparenta estar a “rechear-se” ninguém se mostra indiferente ao regresso dos Queens Of The Stone Age a Portugal. De facto a banda de Songs for the Death (2002) recebe há já alguns anos o carinho dos “rockers” portugueses e certamente levará alguns milhares de pessoas à Herdade do Cabeço da Flauta, onde pelo quarto ano consecutivo se realiza o festival Super Bock Super Rock.

A popularidade dos “QotSA” é de resto bastante generalizada, visto que a banda natural da Califórnia é uma das responsáveis pelo aperfeiçoar um dos sub-géneros que vieram a marcar o início do novo século. O stoner rock une o melhor do Hard Rock e do Psicadelismo dos velhos “antepassados”, não só porque se assume como uma das vias secundárias da vastíssima e vaga categoria do rock alternativo, mas também por ser uma espécie de revivalismo de bandas como: Blue Cheer ou os Black Sabbath. Ao ouvir a banda de Palm Desert, esta “mescla de géneros” faz ainda mais sentido, visto que o “patrão” da banda, Josh Homme deixou o sol da Califórnia e rumou para Seatle, em 1995, onde veio a fazer parte dos Screaming Trees, uma banda que “arranhava” o grunge.

Josh Homme, na imagem, é o "patrão" dos Queens of the Stone Age.

Na época o vocalista e guitarrista bebeu do que melhor se fazia em Washington e voltou, três anos depois para formar os Queens of the Stone Age. O “pai” da banda norte-americana trouxe com ele Van Conner, baixista de Screaming Trees e Matt Cameron, baterista de Soundgarden. Para finalizar esta formação inicial, mais grunge, juntou-se ainda o guitarrista John McBain.

Mas, e como ainda hoje acontece, os Queens of the Stone Age estão em constante mutação, visto que a banda não consegue manter uma formação fixa durante muito tempo. Prova disso foi a rápida troca de três dos cinco elementos iniciais por outros três velhos conhecidos de Josh Homme. Nick Oliveri, baixista, e Alfredo Hernadez, baterista, partilharam os palcos com o musico nos Kyuss, uma outra banda californiana de stoner, e David Catching, com o qual a banda já tinha trabalhado em estúdio.

Estávamos então em 1998 e os QotSA preparavam-se para lançar uma das suas primeiras obras-primas. O álbum homónimo marca não só o começo de uma carreira muito respeitada, como também o importante vinculo com Stone Gossard. Na época o guitarrista de Pearl Jam, foi o responsável pelo lançamento disco através da sua LoosegrooveQueens of the Stone Age consegue a proeza de reunir a generosidade rímica do hard rock, o negrume lamacento do grunge e ainda o melhor que os Kyuss deixaram, principalmente quanto ao peso dos riffs e à melancolia da voz. É certo que Josh Homme não deve ter gostado da comparação feita com a sua anterior banda e por isso algum tempo depois do lançamento do álbum desvalorizou as parecenças e chamou-lhe “robot rock”.

Queens of the Stone Age marca o começo de uma carreira com 15 anos.

“Beliscados” ou não, Josh e "companhia" deviam ter dado algum do seu tempo à escolha da capa uma capa. Não que a imagem feminina não seja uma boa forma de mostrar o lado mais sensual de um álbum, mas o facto é que ao olhar para esta capa não me salta à vista essa sensualidade. Afinal de contas as mãos da modelo são másculas. A cor da fotografia também não é a melhor e saltam à vista pormenores, muito pouco ortodoxos na roupa interior que fazem desta imagem algo digno de uma capa de um filme para maiores de 18 anos. Já para não falar que esse filme seria, com certeza, classe B, visto que o lettering e cor escolhidos para o nome da banda também não são os melhores, lembrando até a ferramenta Wordart que alguns editores de texto possuem. No fundo esta até pode ser a capa mais razoável que a rubrica apresentou até hoje, mas não deixa de ser a pior que a banda tem e de possuir elementos que acabam por prejudica-la ainda mais.

Falsas sensualidades à parte, o álbum reune temas com grande importância para o percurso dos californianos. «If Only», «Avon», « Hispanic Impressions» ou «You Can’t Quit Me Baby», podiam muito bem figurar uma qualquer coletânea  mais completa, da banda. Mas, e apesar de não terem sido single em 98, «Mexicola» e «Regular John» são sem dúvida os temas chave deste disco. Esta "atribuição" deve-se não só pela forma como, ainda hoje, são apelados pelo público, ao vivo, como pela intensidade quase insana que oferecem através de um baixo “sujo” e corpulento que vai sendo “rasgado” por histéricas linhas de guitarra e marcantes breaks de bateria.

Olhando para trás, e mesmo ouvindo todos os cinco álbuns da banda,claramente influenciados por este registo, Queens of the Stone Age não parece mesmo ser um álbum com 14 anos. O que por um lado pode significar que o tempo passa sem que dêmos por ele, mas por outro porque talvez o stoner destas "malhas" mantenha-se, até hoje, “intocável” e intemporal. Quanto ao tempo nada pode ser feito, mas se a música é ou não intemporal cabe aos próprios Queens of the Stone Age, como embaixadores deste género tão "seu", continuar a defendê-la, não só no concerto de 20 de Julho, para jubilo dos fãs portugueses, mas principalmente no seu sexto álbum de originais, com lançamento marcado para 2013.

Relembre aqui os temas«Mexicola» e «Regular John», tocados ao vivo:




Queens of the Stone Age no SBSR 2013

Os fãs pediram, e a organização do festival cedeu: Queens of the Stone Age no 19º Super Bock Super Rock.
A banda passará pelo evento no dia 20 de Julho, juntando-se assim aos Artic Monkeys.
Na bagagem os Queens trazem o álbum sucessor de Era Vulgaris, no qual conta com a participação de Trent Reznor e Dave Grohl (como já havia sido anunciado numa publicação anterior).

Os passes para o SBSR estão à venda nos locais habituais, e custam até 31 de Janeiro 80€. Posto esta data, 90€ o passe, e 48€ o bilhete diário. O SBSR volta à Herdade do Cabeço da Flauta (Meco) de 18 a 20 de Julho de 2013.
Foto: Facebook Super Bock Super Rock