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Festivais de Verão: Entre o pó dos discos e o som feito de pó

Quando o ano passado os Florence and The Machine anunciaram o cancelamento de parte da digressão que passaria por Portugal, a organização do Optimus Alive desde logo soube que tinha uma batata quente nas mãos. Quem tinha comprado o passe de três dias para o evento junto ao Tejo (quase) só por causa deles, desanimou um pouco. A coisa safaria-se com uma nova edição apetrechada capaz de fazer esquecer o infortúnio de não ter visto de perto o indie rock que a banda londrina, liderada por Florence Welsh, já nos habituou. 

Este ano a divulgação dos senhores que se seguem começou logo em Outubro. A manobra de marketing,  pronta para convencer quanto a uma crise imaginária, parece estar a beneficiar dos gigantes do rock que passarão pela Europa e que vêm dar um pulo a Lisboa. Se os Depeche Mode quase não precisavam de mais conterrâneos para fazer um chamariz em pleno (pelos menos dos jovens que hoje já estão mais perto dos 'entas'), os Kings of Leon vêm para agradar a gregos e a troianos. A fama de que são provavelmente a banda mais intermitente e conflituoso-familiar dos últimos tempos (se não contarmos com os Oasis, claro) faz com que se tenha receio que, numa outra oportunidade, já não sejam 'kings' (reis) de nada. Por outras plavras, é de aproveitar agora a boa disposição. Ao passo que se avizinha coros fortíssimos de "Use Somebody", "Pyro" ou "The End", o punk rock de Billie Joe Armstrong e Mike Dirnt (Green Day) vai transformar o Passeio Marítimo de Algés numa arena mista: os que gostam deles desde 39/Smooth (1990) ou os que ficaram presos ao American Idiot (2004).

A aura vintage do próximo dia 12 de Julho vai ficar ainda mais carregada com os britânicos Stereophonics, que trazem ainda fresquinho o oitavo álbum de estúdio, Graffiti on the Train; assim como os Vampire Weekend, que quando chegarem a Lisboa só têm o Modern Vampires of the City há cerca dois meses a ver a luz do dia ou ainda os Editors, prontos para nos explicarem (de vez) a importância do amor (The Weight of Your Love vai ser lançado no dia 1 daquele mês).

Os Two Door Cinema Club que, apesar de não serem estreantes em terras lusas e de serem uma espécie de corre-capelinhas (actuaram em Portugal em 2011 em Paredes de Coura e, no ano passado, no Festival Sudoeste), são meninos para pôr toda a gente a mexer de novo ao som dos dois discos de estúdio (pouca matéria para tantos testes ao vivo).  No mesmo dia, a Jamie N. Commons - ao qual cabe a honra do Palco Heineken - será pedido que prove porque há razão de ser no que se diz por aí de que se trata de um Tom Waits em versão miúdo; a folk electrónica dos Crystal Fighters será utilizada para ganhar mais adeptos e o americano Steve Aoki deverá trazer consigo a maior expectativa da noite. 

De Algés, os bons ventos vão soprar ainda a favor do colectivo da Califórnia, Jurassic 5, que vem preparado para fazer jus ao nome; do quarteto britânico com repentinos seguidores, Alt-J; do apuradíssimo soul de Jamie Lidell e ainda do som 'beatlelizado' de Tame Impala ou da voz sofrida no meio de um electro pop de George Lewis Jr. (Twin Shadows).

Mas antes de se rumar a uma Lisboa invadida por ingleses à procura de um lugar encantado "à beira-mar plantado", o reggae angolano dos Kussondulola vai fazer "pim pam pum" em Paços de Ferreira e o rock alternativo dos anos 80 vai sair das guitarras de Gene Loves Jezebel, em Águeda, em forma de concerto-memória no dia 11 de Julho.

Do mesmo modo, os UB40 fazem espectáculo-duplo (no Campo Pequeno, em Lisboa, a  28 de Junho) e Vila Nova de Gaia, na Praia do Areinho, no dia seguinte), cidade à qual Tricky regressa depois de ter actuado na edição do ano passado do Optimus Alive. A razão da dobradinha chama-se False Idols, o novo disco do músico de Bristol. Naquela mesma praia, enquanto o jamaicano Anthony B puxa até ao limite os sons herdados de Bob Marley e Peter Tosh, a alemã-nigeriana Ayo vai espremer os seus três discos de estúdio (o último em 2011, Billie-Eve). O seu marido Patrice, por sua vez, vai estar em Angra do Heroísmo, nos Açores.

O dia 29 de Junho é também uma data importante no calendário de Verão porque marcará  a actuação a solo de Orlando Santos, o diamante polido vindo dos Orelha Negra, no Sumol Summer Fest. Os "padrinhos" do Orlando vão também aproveitar as maresias, mas em pleno norte do país. Têm lugar marcado no palco do Festival Marés Vivas a 19 de Julho, dia em que o funk, o soul e o hip-hop da mais recente mixtape vai juntar-se à imagem  (aparentemente) masculinizada da britânica Elly Jackson (La Roux). O regresso ao passado (ou ao pó dos discos) vai ser feita através de Smashing Pumpkins e Bush no mesmo lugar, ou pelos The Killers, Arctic Monkeys, Kaiser Chiefs ou Queens of Stone Age no Super Bock Super Rock (ele há melhor sítio do que este para levantar este pó e o outro?)

E já que não há Bons Sons, em Tomar, há Músicas do Mundo, em Sines, no Algarve. A festa vai ser feita pelos repetentes malianos e quase amigos de longas temporadas de férias, Amadou & Mariam e Rokia Traoré ou pelo paquitanês Asif Ali Khan & Party. Na Zambujeira do Mar, o Festival Sudoeste vai voltar atrás no tempo e parar em 1997 com o som norte-americano dos Soldiers of Jah Army a abrir o fim-de-semana prolongado na Herdade da Casa Branca (de 8 a 11 de Agosto). O dancehall de Capleton vai ter de conviver no mesmo espaço que os feitos electrizantes de Norman Cook (Fatboy Slim); com o solo de Gnarls Barkley e ainda com o reinventado Snoop Lion (ex-Snoop Dogg) e o soul de Solange Knowles, que de tão refinado parece velho.  De volta ao Norte, Paredes de Coura (14 a 16 de Agosto), o In Our Heads (2012) vai ser o motivo de regresso de Hot Chip, banda britânica já com mais de uma década de existência; os suecos The Knife idem e os The Kills ibidem.

Mas a viagem ao interior dos baús começa já no final do mês com o Nick Cave & The Bad Seeds no Primavera Sound no Porto a 30 de Maio. Os Blur seguem-lhe os passos, assim como o californiano Daniel Johnston, o redescoberto Sixto Rodriguez ou a alternativa de My Bloody Valentine. Ah, e a culpa é do Peter Murphy. Naquele mesmo dia 30, o Coliseu de Lisboa vai ser tomado de assalto pelo post-punk dos anos 80. Vamos entrar em modo-revivalista, portanto.


Roteiro Musical do Verão 2013

Estamos de volta a uma grande altura do ano - o verão. Como já é costume, a este caloroso trimestre estão associados as férias (para alguns poucas, mas bem merecidas), os dias na praia e a música. Muuuuita música. Tanta, que poderá ser difícil escolher o que ouvir. Este roteiro foi então composto com o intuito de expor apenas alguns dos maiores ( e melhores) artistas que poderá ver ao vivo este verão:

Primavera Sound
(30 de Maio a 2 de Junho) - entre 45 e 125€

No Porto, temos a destacar Dead Can Dance, Rodriguez, Blur e Nick Cave and The Bad Seeds.

Portugal Ao Vivo
(21 e 22 de Junho) - 1 dia = 30€ / 2 dias = 45€

Se procura um festival plenamente português, aconselhamos que se dirija ao estádio do Restelo, onde poderá ouvir Deolinda, The Gift e Xutos e Pontapés, entre muitos outros nomes "tugas".


Meo Sudoeste
(7 a 11 de Julho) - entre 48 e 95€

Na Zambujeira do Mar, o ambiente será bastante relaxado, e terá a oportunidade de descontrair ao som de S.O.J.A, Fatboy Slim, Calvin Harris e Cee Lo Green.

Optimus Alive
(12 a 14 de Julho) - entre 53 e 105€

O Passeio Marítimo de Algés vai receber nestes três dias muito rock, contando com Depeche Mode, Green Day, Alt-J e Japandroids, entre outros.

Marés Vivas e SuperBock Super Rock
(18 a 20 de Julho) - MV: entre 30 e 60€/ SBSR: entre 48 a 90€

Para os aventureiros de carteira cheia que tentam ir a maioria dos festivais, escolher entre um destes não será fácil. Enquanto que o SBSR tem confirmado nomes como Queens of The Stone Age, Anarchicks, Chk Chk Chk ou Kaiser Chiefs no Meco, no Marés Vivas pode ir até Vila Nova de Gaia para assistir a Smashing Pumpkins, David Guetta, 30 Seconds To Mars e James Morrison. Ambos têm um grande cartaz, e nenhum dos dois tem espaço para campismo. A grande diferença aparenta ser somente o preço, o que, para alguns, pode ser o necessário para uma escolha fácil.

Queens...
ou Smashing Pumpkins??

Mêda+
(25 a 27 de Julho) - grátis

Para aqueles que querem boa música, mas não querem (ou simplesmente não podem) gastar dinheiro, propomos uma ida à Guarda, com direito a trilha sonora dos Supernada, Fonzie e Wraygunn.

CoolJazz Fest e Madeira Island Summer Opening
(26 a 27 de Julho) - CJF: entre 20 e 60€/ MISO: entre 15 a 20€

No final de Julho apresentam-se mais dois festivais cujas datas, infelizmente, colidem, tendo de se proceder à dificil escolha de não ir a Oeiras ouvir Jamie Cullum e John Legend, ou perder a actuação ao vivo de Blasted Mechanism, David Fonseca e Richie Campbell no Funchal.

Norfest
(1 a 3 de Agosto) - entre 40 a 90€

Quase no final do verão, existe outra oportunidade de ver apenas artistas portugueses, desta vez em Mondim de Basto. Lá estarão Arya, Buraka Som Sistema, Moonspell e Tara Perdida à sua espera.

Paredes de Coura
(13 a 17 de Agosto) - 70€

Acabando o roteiro em beleza, só falta sugerir um pulo a Paredes de Coura, onde poderá apreciar The Kills, The Vaccines, DJ Set de Justice e TOY.

Buraka Som Sistema
E assim se irá passar mais um verão por Portugal. Quer tenha possibilidade de assistir a um, ou a todos estes festivais, não se esqueça de fazer uns intervalos para uns mergulhos e gelados. Ambos refrescam e já faziam falta!
 

Jessie Ware, Discloure e AlunaGeorge no Optimus Alive

Depois de confirmação da presença de Vampire Weekend no palco Heineken no próximo dia 12 Julho, chegou a vez de saber outras boas-novas sobre o Optimus Alive'13,  mas agora no palco Optimus Clubbing.

A nova edição do festival do Passeio Marítimo de Algés vai receber a britânica Jessie Ware, preparada para apresentar o seu disco de estreia Devotion, após a experiência como vocals de SBTRKT (que também actuaram no certame português do ano passado); Disclosure, o duo de irmãos electrónicos do Reino Unido e amigos de Jessie, Guy and Howard Lawrence, que trazem na bagagem o EP The Face e o amplamente rodado «Latch», com voz de Sam Smith;  os londrinos Aluna Francis (na voz) e George Reid (na produção), que formam por aglutinação AlunaGeorge; Gold Panda vem com o fresco EP Trust debaixo do braço e Redlight (ou Hugh Pescod), que vai protagonizar o garage e o funk de Bristol, formam o lote das principais atracções.

Dusky, Huxley, Shadow Child, Mosca e Two Inch Punch completam aquele palco na sexta-feira, dia em que Green Day é cabeça-de-cartaz.

Recorde-se que os nova-iorquinos, confirmados ontem para o palco Heineken, juntam-se a Death From Above 1979, Edward Sharpe and the Magnetic, Dead Combo e Japandroids. Aquela banda de rock alternativo vai centrar a sua performance no novo disco Modern Vampires of the City, do qual já foram extraídos «Diane Young» e «Step».

Cartaz do Alive! acolhe mais dois nomes

O Festival Optimus Alive! têm mais dois nomes confirmados: Tame Impala e Twin Shadow.
Ambos no dia 14 de Julho, só muda o palco. Os Australianos Tame Impala apresentar-se-ão no Palco Optimus e Twin Shadow, que já passou pelo Music Box, irá tocar no Palco Heineken.  A confirmação foi dada via facebook.
À medida que o tempo passa o cartaz vai ficando com uma forma deliciosa.

Eis os confirmados até agora:

Dia 14 de Julho
  • Kings Of Leon
  • Tame Impala
  • Twin Shadow
  • Of Monsters And Men
  • Alt-J
  • Phoenix
Dia 12 de Julho
  • Green Day
  • Two Door Cinema Club
Dia 13 de Julho
  • Depeche Mode
O bilhete diário custa 53 euros e o bilhete para os três dias custa 105 euros.



Novo álbum de Depeche Mode


Depeche Mode anunciaram que o seu novo álbum será lançado a Março de 2013. Este projecto ainda não tem nome, mas Martin Gore já declarou que posiciona algumas das novas músicas entre as melhores que a banda já fez. Comentou também que o álbum tem uma sonoridade semelhante a <<Violator>> e <<Songs of Faith and Devotion>>.





2013 será também o ano de tours dos Depeche Mode, começando com a tour europeia em Maio, que consistirá em 34 datas, uma das quais em Lisboa, no Optimus Alive!, e culminando com a tour norte-americana, cujas datas ainda não foram anunciadas.

Para ajudar a imaginar a sonoridade deste novo álbum, recorde aqui a música mais conhecida do álbum Violator, de 1990 - <<Personal Jesus>>.



Alex D'Alva Teixeira: "Gostei imenso do look dos Metronomy e queria ser o baixista deles"

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Entrevista
Alex D’Alva Teixeira

Gostei imenso do look dos Metronomy e queria ser o baixista deles”

Alex D’Alva Teixeira, uma jovem promessa da música portuguesa, esteve presente numa das salas de aula da escola técnica Etic, para uma entrevista protagonizada pelos alunos do curso de «Jornalismo e Crítica Musical». Alex veio acompanhado de dois músicos que participam com ele, não só ao vivo, mas também no processo criativo, Victor e Ruben, ou Ben, como gosta que lhe chamem. Ambos fazem parte da editora Flor Caveira e serviram quase de catapulta para a notoriedade que o artista goza hoje em dia. Estivemos à conversa com ele e conseguimos desvendar um pouco mais da sua identidade não só como músico, mas também como pessoa.

Alex tem 22 anos é de Luanda, mas vive na Moita, local de onde saíram bandas como os Kussondulola e os Switchtense. “Eu acho que todas as bandas da Moita que eram realmente boas chegaram a algum lado”, referiu. “ainda hoje são as bandas que estão à frente dos festivais que acontecem por lá e dentro do circuito há muita gente que os conhece”, acrescentou ainda. Alex vive dividido entre duas grandes paixões, a música e o design. O jovem músico recordou como tudo começou. [Relativamente à música] “acho que como a maioria das crianças, brincava e gostava de ouvir música, gostava de ver o Michael Jackson na TV e pegava num objecto qualquer que se parecesse a um microfone e dizia à minha mãe que queria ser cantor”, relatou. [Quanto ao design] “Foi por acaso. Na altura em que comecei a ter de escolher o que queria fazer, não queria tirar design gráfico, mas a minha mãe insistiu bastante e eu lá fui tirar esse curso”, afirmou. Questionado sobre a possibilidade de ter de optar por uma paixão em relação à outra, o músico afirmou que a vida dele seria incompleta se só pudesse exercer uma delas. “Há alturas em que gosto mais de fazer uma coisa, noutras, gosto mais de fazer outra”, acrescentou. “Aquilo que eu gostava mesmo que acontecesse é que me vissem como um artista, não só como músico ou como um designer”, concluiu.

A família foi uma forte influência para o jovem angolano que começou logo desde cedo a tocar instrumentos. “Eu cresci na igreja e a certa altura foi preciso alguém para tocar baixo”, esclareceu. “Do baixo para a guitarra foi um pulo. Até porque eu tinha uma guitarra em casa e os meus pais encorajavam-me bastante a tocar.”, adiu o músico. As redes sociais são um dos recursos que o artista utiliza para divulgar as suas ideias, opiniões e até a sua própria música. “No ano passado, no Natal, gravei uma mixtape que meti online para que todos pudessem fazer o download e isso acabou por chegar a mais pessoas do que o que eu esperava.”, afirmou.

Victor e Ben juntaram-se ao artista em 2009. “O Alex tinha uma banda e eu propus- me a produzir uma demo na altura”, explicou Ben. A partir daí, Ben começou a participar a tempo inteiro no processo de criação do jovem artista. “decidi ajuda-lo, porque achei que o seu trabalho merecia ser ouvido”, acrescentou. “O Alex começou a ganhar alguma notoriedade entre as pessoas, portanto, também percebi que tínhamos de tornar o processo um bocadinho mais sério.”, continuou. Passados alguns anos desde o começo, Alex e o seu núcleo produtivo já se sentem como apenas um. “Hoje em dia olhamos para isto como algo praticamente de todos.”, concluiu Ben.

Alex D’Alva Teixeira define-se artisticamente como uma pessoa multidisciplinada e versátil, tal deve-se muito aos incentivos dos companheiros que o seguem na sua missão. “Enquanto estive a trabalhar com o Ben, na produção do disco, ele incentivou-me bastante e ensinou-me bastantes coisas para poder fazer música da forma mais versátil possível”, disse o artista. “Nós agora estamos a gravar um disco. Assim que ele estiver pronto e tiveres a oportunidade de o ouvir vais perceber que é muito heterogéneo.”, acrescentou. “Não é Um Projeto” é o nome do EP que lançou através da editora Flor Caveira, no qual teve também a oportunidade de exprimir a sua veia de designer. “Durante uma semana eu e um amigo nosso andámos a fazer a capa”, disse o músico. O título, por sua vez, surgiu em forma de brincadeira. “na altura éramos quatro pessoas em cima de um palco e foi o meu nome que apareceu [na comunicação social]. Então resolvemos fazer essa piada, o Alex não é um projeto, é uma pessoa, é um rapaz”, esclareceu o próprio.

Os laços são já uma imagem de marca que o artista carrega com orgulho. “Eu acho que comecei a ver demasiados blogs de moda durante este ano”, afirmou, entre risos. “Gostei imenso do look dos Metronomy e queria ser o baixista deles (gargalhada). Tudo se iniciou como uma brincadeira, mas depois, tudo começou a bater tão certo que quando fui ver Metronomy, no Optimus Alive, havia pessoas que pensavam que eu era o baixista da banda”, relembrou, sorridente.

Alex é uma pessoa que vai beber muito da sua influência a outros artistas, não se limitando apenas a um género de música em específico. O músico consome estilos que vão desde o metalcore, passando pelo pop, o rock progressivo e psicadélico e até o hip hop. “o estilo que eu desgosto mesmo é kizomba, mas nunca se sabe porque eu quando era mais novo não gostava nada de hip hop e esta semana só ouvi, praticamente, hip hop”, esclareceu. Bandas como Bloc Party, Radiohead e The Killers, fazem parte da lista de influências de Alex. “Acho que vocês já ouviram o meu single. Toda a gente diz que aquilo parece Bloc Party português”, referiu. “Eu queria imitar Bloc Party. Eu ouvi aquilo a primeira vez e eu nunca pensei que fosse possível fazer rock e pôr as pessoas a dançar. Era mesmo fora na minha cabeça”, assumiu o músico. Grupos de punk-rock como os Refused – banda que o trio convidado da entrevista aprecia em comum – transmitem toda uma atitude para além do simples conteúdo musical. “Eles têm imenso. Têm uma atitude inteira de revolta, contra as coisas certas. Muitas vezes, é uma revolta perdida, muito séria. Uma consciência social muito importante”, afirmou o companheiro de palco e estúdio, Victor. Já a banda de metalcore Underoath foi crucial no processo de aprendizagem de guitarra para Alex. “Não sou um guitarrista muito virtuoso como eles são, mas noto que algumas das coisas que sei fazer na guitarra aprendi ao tentar tocar músicas deles”, rematou.

O processo de construção da identidade de Alex ainda vai no início e todos os dias se vai moldando às vivências que o mesmo experiencia. “Cada vez que eu experimento qualquer coisa nova dou por mim a descobrir o que eu achava que nunca viria a fazer”, afirmou o próprio. O artista tem a perfeita noção das suas limitações e do longo percurso que ainda lhe falta percorrer. “Há alturas em que eu me sinto o maior, mas o Ben tem a função de me fazer ver que não e que ainda me falta um bocadinho.Essas limitações têm de ser trabalhadas e só assim eu posso conseguir ir mais longe.”, desabafou.

Esta conversa abriu-nos uma porta para quem é Alex D’Alva Teixeira, que finalizou explicando o porquê de recorrer a um nome tão extenso para se denominar artisticamente. “Quando pus a minha música online quis meter Alex Teixeira, mas já havia um jogador de futebol brasileiro com esse nome, e na minha família sempre deram muita importância ao d'Alva Teixeira, que vem da parte paterna”, explicou. “Na altura achava que era um nome demasiado grande, mas nas redes sociais e na imprensa aparecem várias pessoas com dois nomes sobrenomes.”, alegou. Alex é assim um artista com uma carreira influenciada pelos demais artistas que idolatra, apostando severamente num futuro cheio de inovações e experimentações a nível musical. Sempre com a versatilidade imposta como regra fundamental. O mesmo encontra-se a trabalhar no seu primeiro registo de longa duração, que será lançado apenas em 2013. Até lá, ficamos com o EP “Não é Um Projeto” e com uma ideia de que o artista nos irá surpreender no futuro.




Justice, os primeiros de Paredes de Coura

A organização do festival, que este ano vai renascer como Vodafone Paredes de Coura, escolheu os franceses Justice como primeira confirmação. A dupla, que este verão tocou no primeiro dia do festival Optimus Alive, irá ao Alto Minho apresentar um dj set no dia 17 de Agosto, o último deste festival.

O Vodafone Paredes de Coura realiza-se de 13 a 17 de Agosto de 2013 e os passes para os cinco dias custam 70 euros, numa primeira fase, sendo que quando estes esgotarem, o preço sobre para 80.

O último trabalho lançado pela banda foi o álbum ao vivo Access All Arenas de 2012 e o seu maior hit foi o tema «D.A.N.C.E.». Ouça-o abaixo.


Rubrica: Este é o primeiro riff do resto da tua vida #2

Adeus Leopoldina, olá festivais!


Na última semana ocorreram situações que me deixaram a pensar, mas nenhuma delas parecia ter sumo suficiente para dar inicio a mais uma crónica, até que uma sucessão de acontecimentos me fez construir analogias que quis trazer para a minha rubrica "domingueira".

Obama foi reeleito, o que por si só, na minha opinião, já é uma boa notícia, mas o que ninguém sabe é que enquanto a minha rua “adormecia” a ver a vitória de Obama a ser lentamente consumada  o café mais próximo da minha casa, estava, em simultâneo, a ser assaltado. Muito bem, o café foi assaltado, os donos tiveram um enorme prejuízo e eu tive de beber café 500 metros mais longe de casa, mas então e a crónica?

Graças ao assalto consegui finalmente encontrar um fio condutor para a minha crónica visto que no estabelecimento, no qual não costumo beber café, vi o anúncio de natal de uma cadeia de supermercados, no qual a mascote, chamada “Pópóta”, apresentava uma versão muito estranha do tema «Party Rock Anthem» dos LMFO. Para aumentar ainda mais o grau de “estranheza” reparei que, para além da versão da música, a mascote apresentava trajes menores num anúncio concebido para crianças, o que me fez reflectir.

É triste, meus senhores e senhoras, nascidos nas décadas de 80 e 90, mas a Leopoldina, aquela ave grande, sorridente, idêntica ao “Poupas” da Rua Sésamo, e cuja música nunca vamos esquecer, foi substituída por um animal que pesa toneladas, come até 68 quilos de erva por dia e que tem uma mordedela superior à de um leão! Mas não foi só o animal que mudou, o mundo também e hoje vemos crianças muito mais interessadas em “coisas de adultos”, tendência que as campanhas comerciais parecem estar a aproveitar da melhor forma. Numa época onde o natal parece estar em risco por força das últimas medidas de austeridade, reparei que até os adultos são “seduzidos” para os anúncios que antigamente eram apenas para crianças. As grandes superfícies comerciais não estão sós, visto que este ano reparei numa mudança que não deixei de relacionar com estas verdadeiras “manobras de marketing”.

Desde que me lembro do festival «Optimus Alive», que este me conseguiu cativar quase sempre através dos cartazes que foi apresentando ao longo dos anos. Lembro-me de que em 2009, após duas edições, estava “em pulgas” para saber quem ia pisar os três palcos do festival, e em Janeiro, apenas existiam especulações em torno da visita dos norte-americanos Metallica, que acabaram depois por ser confirmados para o dia 9 de Julho no Passeio Marítimo de Algés. Hoje reparo que entre Outubro e Novembro, de 2012,  já foram confirmados três nomes para atuar no mesmo festival no próximo ano. É apenas obra do acaso? Não me parece, mesmo porque não se confirmam, com 8 meses de antecedência, nomes como Depeche Mode, Kings of Leon, e Two Door Cinema Club por obra de um acaso.



O Optimus Alive é um dos festivais mais "invadidos" em Portugal desde 2007.


Na minha opinião a forma como a promotora do evento, Everything is new, lançou estes autênticos cabeça de cartaz pode muito bem configurar uma sugestão de “oferta natalícia” sob forma de passe dos três dias de festival. As três bandas abrangem vários tipos de público, e são, ao mesmo tempo, transversais a qualquer faixa etária. Kings of Leon: tornaram-se uma das bandas mais ouvidas pelos portugueses nos últimos, muito por força do êxito de «Use Somebody», single do quarto álbum da banda. Já os Depeche Mode, autores de «Enjoy the Silence», são já um fenómeno de longa data em terras lusas. Com um público menos abrangente surgem os Two Door Cinema Club, banda que, para muitos, deu um dos melhores concertos do festival Sudoeste TMN no passado mês de agosto.

Arrisco-me a dizer que muitos “festivaleiros” vão avançar para a compra do passe já no natal, e com isto passar o próximo mês a ”contar trocos”, visto que numa época como esta em que as prendas vão escassear, todos os cêntimos serão determinantes. Vou até mais longe e aposto que, este ano, os visitantes abaixo dos 16 anos vão crescer em número, não fosse essa uma realidade cada vez mais verificada nos festivais de verão portugueses. Nestes casos podemos até imaginar o duro golpe que será entregar à “senhora da bilheteira” o dinheiro amealhado durante todo o ano, ou até mesmo a revolta em aniquilar o tão estimado “porquinho rosa”, que normalmente até é complicado de partir.

Quem sabe, com o avançar dos tempos e das vontades possa ser possível que, daqui a alguns anos, em vez de observarmos uma criança acordar às 7 da manhã, a um Domingo, para ver anúncios da Playmobil ou da Rita Gatinha/ Caminha, vamos sim encontrar a mesma criança, a acordar à mesma hora, para ver anúncios dos principais festivais de verão nacionais. Talvez a reação as estes "novos anúncios" pudesse ser idêntica à do passado com a típica frase, neste caso, ligeiramente alterada: "Pai, mãe, quero o bilhete para este festival!Vá lá!". Esta ideia pode parecer menos anedótica se virmos que "miúdos" de 12 e 13 anos já frequentam festivais como o Rock in Rio e o Alive sem acompanhamento dos pais. É só subtrair três ou quatro anos e encontramos a idade dos anúncios matutinos.Dá que pensar não dá?


Bon Jovi, Mumford and Sons e Two Door Cinema Club em Portugal

Dois dias, três confirmações e um grande início de semana.

Comecemos pelos norte-americanos Bon Jovi que acabam de anunciar o seu regresso ao Parque da Bela Vista, em Lisboa, onde já tocaram em 2011. O concerto está marcado para o dia 26 de Junho e para além dos êxitos esperados, esperam-se também as músicas do novo álbum What About Now com lançamento previsto para a Primavera de 2013.
Os bilhetes vão ser postos à venda, no próximo Sábado, dia 10 de Novembro. Os preços podem ir até aos 295 euros, sendo que a entrada regular fica-se pelos 59.

Foto de Rita Carmo/Blitz

A segunda confirmação é a dos Mumford and Sons. A banda que tocou no Optimus Alive 2012 regressa a Portugal para um concerto a solo no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, dia 23 de Março. O quarteto vem apresentar o segundo álbum Babel, lançado este ano. Os bilhetes custam entre 29 (plateia em pé) e 35 euros (camarote de frente) e vão ser postos à venda esta sexta-feira, dia 9 de Novembro.

A terceira e última confirmação é a dos Two Door Cinema Club que marcarão presença no Optimus Alive 2013. A banda vem a Lisboa apresentar o segundo álbum Beacon, lançado este ano, e subirá ao palco Optimus, no Passeio Marítimo de Algés, no dia 12 de Julho, o primeiro dia do festival. Os bilhetes diários custam 53 euros e o passe para os três dias custa 105. Os irlandeses, que atuaram no último festival Sudoeste TMN, juntam-se assim aos Depeche Mode e aos Kings of Leon que já tinham sido confirmados anteriormente.

Kings of Leon no Optimus Alive'13

Os norte-americanos Kings of Leon são a mais recente confimação para o festival Optimus Alive 2013.  A banda dos irmãos Followill subirá ao palco Optimus no dia 14 de Julho.

Depois de ter anunciado a vinda dos Depeche Mode ao festival, a organização confirma agora a presença da banda de «Use Somebody» no passeio marítimo de Algés.
Os Kings of Leon contam com cinco álbuns lançados sendo o mais recente Come Around Sundown de 2010.

A banda que no ano passado se viu obrigada a cancelar uma tour devido a problemas de alcoolismo do vocalista Caleb voltou recentemente aos palcos, pondo fim aos rumores de uma possível separação.

Fiquem com a canção «Back down South», do álbum Come Around Sundown.


Depeche Mode no Optimus Alive 2013

A informação foi revelada, hoje, em conferência de imprensa, na cidade de Paris. O coletivo vai partir em digressão europeia no próximo ano e Tel Aviv será a primeira cidade, de um total de 25, a receber a banda britânica. O principal objetivo desta digressão será o de promover o novo disco de Depeche Mode, com lançamento previsto para 2013. A passagem pelo festival português está marcada para o dia 13 de Julho.

A banda revelou ainda, na conferência de imprensa, uma música, ainda sem nome, que pode ser escutada aqui: